Jogos #7

Pes 2013

Mais cadenciado, mais realista e muito mais divertido, “Pro Evolution Soccer 2013” enfim, resgatou o passado de glórias da popular franquia que nasceu como “Winning Eleven” e, melhor, recuperou-se a tempo de oferecer um jogo que pudesse disputar com “FIFA” a preferência na atual geração de consoles.

Como ponto negativo, o atual motor gráfico realmente provou estar na prorrogação. Se o visual dos atletas impressiona, as animações ainda sofrem com a falta de quadros e alguns movimentos robóticos. Isso, entretanto, pouco interfere no principal objetivo do jogo, que é divertir.

É fato que a simulação ainda permanece fraca em relação ao seu rival, mas no quesito diversão “PES” se tornou um desafiante não apenas à altura, mas superior.

Isso tudo foi realizado graças ao cuidado minucioso aos detalhes, à renovação dos controles e, um ritmo mais cadenciado e realista da peleja e, principalmente para os jogadores brasileiros, o comprometimento da Konami em oferecer os 20 times do Brasileirão oficializados e com a possibilidade de disputar a Libertadores na Master League.

Mortal Kombat

Sucesso absoluto na década de 90, a série de luta “Mortal Kombat” rivalizou com “Street Fighter” no período pelo título de franquia de pancadaria mais popular, deixando para trás até outros nomes fortes, como “King of Fighters” e “Tekken”.

A história mudou nos anos 2000: enquanto “Street Fighter” tirou uma bem merecida soneca, “Mortal Kombat” cambaleou com jogos em 3D medíocres, que só serviram para enroscar o enredo da grife e colecionar críticas ruins e ideias ainda piores. Por exemplo, um dos games dessa época tinha minigames de corrida e quebra-cabeça com visuais fofinhos, fugindo totalmente da proposta violenta pela qual a cria de Ed Boon e John Tobias sempre se caracterizou.

Ao passo que “Street Fighter” se renovou nos últimos dois anos com um quarto episódio canônico, “MK” busca neste nono título fazer o mesmo. A receita é simples: voltar às origens, resgatando o carisma dos personagens e, principalmente, a violência brutal e visceral que assustou tanta gente lá em 1992. O resultado não poderia ser diferente: sucesso absoluto.

Novo kombate; espírito retrô

Este novo “Mortal Kombat” faz cara feia, mas não renega o passado abominável. Logo de cara, a história dá um jeito de remendar as coisas, usando o artifício de viagem no tempo: o deus do trovão Raiden avisa a si mesmo no passado sobre o terrível desfecho da série de torneios Mortal Kombat, advertindo-o para que corrija as burradas e, de quebra, salve o planeta Terra e todo mundo nele.

O truque serve para que os produtores nos levem de volta ao período de ouro da série: os três primeiros episódios. O plantel reflete isso, trazendo de volta todos os lutadores da trilogia – acompanhados de duas surpresas, sendo um velho conhecido e outro totalmente inédito, mas não menos empolgante.

Os gráficos empregam tecnologia 3D de alta qualidade, usando a popular Unreal Engine para proporcionar lutadores cheios de detalhes, com roupas e peles que se rasgam, exibindo hematomas e feridas grotescas, assim também como cenários suntuosos, igualmente repletos de minúcias, elementos animados e efeitos de luz. Visualmente, “Mortal Kombat” é um jogo saboroso, novamente fazendo rivalidade a “Street Fighter IV” e seu estilo artístico único.

Modernidade impera no visual, mas isso não acontece na mecânica, que segue na contramão e coloca a série de volta nos eixos bidimensionais que a catapultaram para o estrelato. Ou seja, “Mortal Kombat” é um jogo de luta 2D, à moda antiga mesmo, com golpes simples de executar e mecânicas inéditas que renovam a série.

A base de tudo é uma barra na parte de baixo da tela, dividida em três partes. Conforme se dá e leva porradas ela enche, possibilitando usar versões melhoradas de seus golpes especiais, contragolpes e os ataques de Raio-X, principalmente novidade pensada por Ed Boon, o criador da série, que consiste em uma série devastadora de golpes, que mostram o esqueleto do adversário rachando no impacto, para causar aquela sensação de espanto e desgosto tão marcante na franquia.

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