SÉRIE JOGOS #6

Uncharted II

“Uncharted 2: Among Thieves” é o jogo que fãs sempre quiseram para Indiana Jones ou Lara Croft. A Naughty Doug, no entanto, deu uma das aventuras mais eletrizantes e sofisticadas do videogame para seu aventureiro malandro Nathan Drake, que antes estrelou apenas “Drake’s Fortune”, um dos primeiros sucessos exclusivos da plataforma Playstation 3.

O mais bacana é que não estamos ainda na melhor parte. O grande trunfo de “Uncharted 2”, o ponto que o coloca em um patamar acima dos concorrentes, está no excelente trabalho de caracterização dos personagens. Drake é um dos mocinhos do videogame mais humanos da história; é alguém com quem o usuário pode se identificar facilmente e se importar com ele, de verdade, não só porque ele é a ferramenta de trabalho para chegar ao final do jogo.
Logo no início, quando o encontramos ferido e preso a um trem destroçado no alto de uma montanha, já é possível perceber a fragilidade do personagem. Ao escalar o vagão e ver suas peças caírem no gelo infinito, notamos a animação genial que lhe dá vida, como quando o protagonista esfrega as mãos para se esquentar, manca de maneira irregular e se esgueira entre ferragens com uma sofrida expressão de dor. O mesmo vale para os personagens secundários, desde a sensual Chloe ao soldado inimigo número 76 que foi colocado lá só para morrer; todos se mostram mais cheios de vida do que muitos heróis de filmes animados de Hollywood.
O trabalho da Naughty Dog foi bastante sensível e eficaz. Tememos pela vida de Drake quando explosões o nocauteiam sem dó, quando armadilhas com lanças tentam perfurá-lo ou quando piratas tentam acertá-lo, também porque a equipe conseguiu criar situações sempre interessantes. A narrativa vai e volta no tempo com eficiência para dosar bem as revelações do script e utiliza ângulos de câmera e cortes dramáticos com precisão, o que causa grande impacto até mesmo em situações mais triviais dependentes de clichês do gênero.
Evolução tecnológica
Toda a imersão criada por “Uncharted 2” se deve ao grande avanço tecnológico. É quase covardia comparar os aspectos técnicos deste jogo com o original. Não há mais traços de tearing – aquele efeito que parece quebrar os polígonos da tela em giros rápidos de câmera – ou daquele aspecto plastificado dos personagens, para citar dois elementos. Tudo roda de maneira lisa, com riqueza de detalhes impressionante que tornam o mundo ameaçadoramente realista, especialmente em áreas abertas como montanhas geladas e matas.
Os efeitos complementam o trabalho de maneira eficaz e aproximam o jogo do cinema de forma inteligente. Há mudanças de foco de câmera, efeitos que borram movimentos do mocinho e todo tipo de barulhinho que um bom sistema de home theater – com suporte a áudio DTS 5.1 – pode reproduzir.

Multiplayer em ação

De quebra, o título traz uma efêmera integração com o Twitter, que permite que mensagens sejam publicadas para narrar o progresso do jogador, e um modo multiplayer online dos mais completos. Há a opção de encarar um modo cooperativo na pele dos mocinhos em missões diversas, que pedem trabalho em equipe para resolver problemas e dar cobertura em tiroteios, ou encarar até 9 adversários pela rede em várias modalidades.
Neste modo competitivo é possível participar desde obrigatórios Deathmatch ou Team Deathmatch a outras opções mais gratificantes, que imitam características clássicas como capturar bandeira ou pontos estratégicos de jogos online, com direito a opções de customização e ranking.

CONSIDERAÇÕES

“Uncharted 2: Among Thieves” é um belíssimo trabalho da Naughty Dog, que conseguiu reunir humor, ação e suspense em uma aventura memorável, tanto do ponto de vista narrativo quanto técnico. A performance impecável que garante riqueza de detalhes é impressionante, especialmente na caracterização dos personagens, o que garante uma sensação de imersão superior e um elo emocional forte com os mocinhos. Com um clima cinematográfico irresistível e modos extras robustos, o título é com certeza um dos mais importantes lançamentos do ano e um novo divisor de águas para a indústria.

Uncharted 2: Among Thieves (Playstation 3)

 

Uncharted III

“Uncharted 3” mostra o retorno do aclamado game cinematográfico do PlayStation 3. A aventura de Nathan Drake consegue mais uma vez surpreender o jogador com belíssimos efeitos visuais, combates emocionantes e um modo multiplayer de arrebentar.
Por mais bacana que seja o game, não é possível deixar passar batido alguns problemas, principalmente com a localização, que tem palavrões de sobra e sendo que alguns são completamente gratuitos e ausentes na versão original.
O esmero da produtora do jogo e o nível de qualidade está muito acima do que vemos nos jogos de hoje em dia. No final das contas, “Uncharted 3” não surpreendeu tanto quanto o seu antecessor, mas digamos que ambos estão em pé de igualdade. É inegável que este é um jogo essencial para quem tem o console da

  • Gráficos fantásticos

Parecia impossível, mas a Naughty Dog conseguiu mais uma vez fazer com que todos os limites conhecidos do PS3 fossem superados. Tudo em “Uncharted 3” é muito, muito bonito, cheio de detalhes e bem orgânico. Muitos dos “enfeites” dos cenários como cestas de frutas, tapeçarias e armaduras estão ali para transformar o ambiente mais natural.
A variedade de cenários também é bastante interessante, como um bar em Londres, um castelo na Síria, as ruas estreitas da Colômbia… lugares fantásticos que literalmente fazem o jogador viajar e conhecer novas culturas.
Andar por um cenário tão rico em detalhes pode parecer complicado, mas os produtores vão dando pequenas dicas do local que deve ser seguido. Às vezes isso é feito com pássaros empoleirados em fios, em outras é possível saliências que podem ser escaladas com uma cor um pouco diferente, mas sem destoar com o resto do ambiente. E se mesmo assim o jogador ficar perdido, o jogo vai mostrar o local que deve ser seguido depois de um tempo.
À primeira vista o jogo não parece ser muito melhor do que “Uncharted 2”, entretanto, os menores detalhes fazem a maior diferença. Os efeitos de luz, por exemplo, se mesclam com a jogabilidade seja ofuscando a visão, o que atrapalha o jogador, seja projetando as sombras dos adversários, o que dá ferramentas para calcular o próximo passo a ser dado. Tudo isso serve apenas para dar um aperitivo do que você encontrará no decorrer de 10 horas de jogo – e pode pegar um babador, pois será difícil não ficar com o queixo caído por todo esse tempo .
Em tempo, poucos jogadores vão perceber, mas existem alguns detalhes que foram mudados, como a cor dos olhos de Drake, que passaram do castanho para o azul. Um detalhezinho insignificante, mas mesmo assim curioso.

 

fonte uol

 

 

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